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sábado, 25 de junho de 2016
terça-feira, 14 de junho de 2016
DOENÇAS HEREDITÁRIAS
- As doenças hereditárias podem ser divididas em três grupos:
Doenças Monogênicas ou Mendelianas
São produzidas pela alteração ou mutação na sequência de DNA de um único gene. Foram identificadas cerca de 6.000 doenças hereditárias monogênicas e há uma prevalência de um caso para cada 200 nascimentos. Entre as doenças monogênicas mais comuns encontramos: a Hemofilia, a Anemia Falciforme, a Fibrose Cística, e a Fenilcetonúria.Doenças Cromossômicas
Ocorrem por alteração no número ou na estrutura dos cromossomos. Alguns exemplos: Síndrome de Down, Síndrome de Patau, Síndrome de Turner.Doenças Poligênicas, Multifatoriais ou Complexas
Podem manifestar-se pela combinação entre diversos fatores ambientais, o estilo de vida e algumas mutações em alguns genes e em diferentes cromossomos. Exemplos: Mal de Alzheimer, diabetes, asma, esclerose múltipla, câncer, hipertensão, obesidade, doenças cardíacas, alergias, etc.Quando há casos de familiares próximos com doenças como as citadas acima, a probabilidade de que nasçam crianças com tais doenças é bem maior. Na maioria dos casos, as doenças não se manifestam imediatamente, mas ao longo da vida. Cerca de 80% da população mundial desenvolverá, em algum momento de sua vida, uma doença que lhe foi transmitida geneticamente.Contudo, várias doenças só serão desenvolvidas se a pessoa estiver sujeita a outros fatores. Por exemplo, um filho de pais hipertensos terá suas chances de desenvolver a doença multiplicadas se ele for sedentário, consumir sal em excesso e tiver uma má alimentação.Veja as 10 doenças hereditárias mais comuns:1 - Hemofilia A
Essa doença caracteriza-se pela desordem no mecanismo da coagulação do sangue. Os sintomas dessa doença são o aparecimento de hematomas, hemartroses (sangramentos nas articulações), sangramentos intracranianos.As mulheres são as portadoras do gene causador da doença, mas geralmente não a desenvolvem. Ela poderá se manifestará no filho (do sexo masculino).2 - Câncer
O câncer é uma doença procedente da interação entre fatores ambientais – como tabagismo, infecções, maus hábitos alimentares, exposição solar, etc. – e genéticos. Alguns cânceres estão fortemente relacionados a fatores ambientais, como o câncer de pulmão e o de pele. Em outros, como o câncer de mama e o de cólon, o fator hereditário pode ter um peso maior. Estima-se que 10% dos tumores malignos sejam hereditários.Se o indivíduo tiver predisposição genética, ele deve procurar um oncologista para um acompanhamento. Ele realizará exames de prevenção periódicos. Quando um tumor maligno for diagnosticado em fases iniciais, as chances de cura são grandes.3 - Depressão
“Existem vários estados psicopatológicos com inegáveis componentes hereditários e/ou familiares. A transmissão genética diz respeito à probabilidade e não a certezas .(...) Quanto maior o número de antecedentes deprimidos entre familiares, maior será a probabilidade de desenvolver uma Depressão de natureza constitucional. Há uma significativa porcentagem de filhos de pais deprimidos que desenvolve a doença e, mais marcante ainda, uma expressiva porcentagem quando os dois pais são deprimidos, mesmo que o filho tenha sido criado por outra família não deprimida”.“ninguém simplesmente ‘herda’ a depressão de sua mãe ou pai. Cada pessoa herda uma combinação única de genes de sua mãe e pai, e certas combinações podem predispor a uma doença específica.”4 - Fibrose cística
É uma doença genética transmitida pelo pai e pela mãe (apesar de a doença não se manifestar em nenhum dos dois), que afeta, na mesma proporção, homens e mulheres. Ela compromete o funcionamento do aparelho digestivo, do respiratório e das glândulas sudoríparas.Em torno de 20% da população são portadores do gene da fibrose cística, porém não apresentam sintomas. Ela pode ser diagnosticada precocemente através do teste do pezinho.5 - Hemorroidas
As hemorroidas ou varizes acometem pessoas em qualquer idade, porém são mais comuns à medida que a pessoa envelhece. Embora uma pessoa que mantém uma dieta pobre em fibras e leva uma vida sedentária esteja mais sujeita a desenvolver a doença, “pelo menos parte do risco de hemorroidas é genética (hereditária)”,acreditam os médicos.6 - Daltonismo
É um distúrbio visual cujo portador é incapaz de diferenciar todas as cores ou algumas delas. Sua transmissão ocorre, em suma, da seguinte forma: se a mãe ou o pai for daltônico, 50% dos filhos herdarão o distúrbio. Se ambos tiverem a doença, todos os filhos também terão.7 - Obesidade
É considerada obesa a pessoa que apresenta o IMC acima de 30. Uma pessoa com obesidade tende a apresentar outras doenças e fatores de risco que representam ameaça à sua vida.Estudos mostram que “entre 40% e 70% da variação no fenótipo associado à obesidade tem um caráter hereditário”. Neste caso, a genética pode manifestar-se no gasto calórico ou na alteração do apetite. Outras pesquisas mostram que os filhos de mulheres que seguiram uma dieta de baixa caloria durante a gravidez tendem a se tornar adultos obesos.8 - Diabetes
Segundo a Associação Americana de Diabetes, as chances de uma criança herdar a diabetes do tipo 1 do pai é de 5,9%. A criança cuja mãe deu-lhe à luz até os 25 anos terá 4% de chance de herdar a diabetes tipo 1, ou 1% se nasceu quando a mãe tinha mais de 25 anos. As chances de uma criança herdar diabetes tipo 2 dos pais são de 14,3%. Alguns médicos acreditam que as chances aumentam, caso a mãe tenha a doença. Quando o casal tem diabetes tipo 2, as chances de herdar a doença são de 50%.9 - Cardiopatias
A maior parte das cardiopatias congênitas são, em maior ou menor grau, de origem genéticas. No entanto, a probabilidade de se herdar as doenças é bem pequena, a não ser em alguns casos como na cardiomiopatia hipertrófica, em que as chances de herdar a doença é de 50%.10 - Hipertensão arterial
Uma pessoa com caso de hipertensão arterial na família tem as chances de desenvolver a doença aumentadas para 30 - 60%.Apesar das altas chances dos genes dessas e de outras doenças serem transmitidas de uma geração para outra, várias precauções podem ser tomadas a fim de evitar que tais doenças se manifestem. Uma boa alimentação, exames preventivos, exercícios físicos, entre outros cuidados, podem ajudar na maioria dos casos.
terça-feira, 7 de junho de 2016
GENÉTICA
Estamos no auge da tecnologia, avanços e grandes descobertas na área da genética estão a todo vapor. Avanços esses, que nos rodeiam hoje, sempre foram detalhadamente arquitetados e estudados para trazer benefícios à população, partindo da necessidade que foram observadas pelo pesquisador e demais instituições. Apesar dos benefícios adquiridos em anos de pesquisa, várias opiniões são formadas a respeito dos temas polêmicos que envolvem a aplicação do conhecimento na área da genética.
O avanço da genética molecular tem contribuído significantemente para o melhoramento animal, garantindo uma boa qualidade e um ótimo processo de reprodução. O mesmo pode-se observar no melhoramento genético vegetal, que torna a planta resistente a pragas, evitando o uso excessivo de agrotóxicos. Não podemos deixar de lado a importância na área cosmética, introduzindo no mercado produtos cada vez mais eficazes. Através do melhoramento genético humano, vem auxiliando cada vez mais a medicina a compreender sobre algumas anomalias genéticas na identificação de genes humanos, ou seja, genes com algumas doenças herdadas de um dos seus ascendentes têm sido de suma importância para a investigação, ajudando a prevenir doenças futuras.
É possível explicar algumas dúvidas e chegar à resposta desejada em questão da paternidade, desvendar crimes, estupro, morte. Essa é a Engenharia Genética, que visa à produção de proteínas e a criação de células capazes de sintetizar moléculas importantes.
Com todos esses benefícios, as descobertas e a prática das mesmas trouxeram polêmicas a serem discutidas. Algumas estão relacionadas à aceitação ou não dos transgênicos, os efeitos da clonagem de animais e de humanos e o uso de células-tronco.
Nesse contexto, usamos do bom senso e ética dos pesquisadores para que as discussões estejam abertas a todo público, dando atenção às suas opiniões e objeções, para que assim haja, além de boa convivência entre a comunidade científica e a população em geral, a resposta para nossas dúvidas e uma melhor qualidade de vida a todos através das pesquisas realizadas.
A Genética é muito importante no mundo em que nós vivemos. É um estudo bem aprofundado sobre a evolução dos seres humanos, dos genes. Embora ela seja complexa para os que a estudam, é uma área bem interessante, pois conseguimos saber mais sobre os acontecimentos que ocorrem dentro de nosso corpo.
Cada dia que se passa,novas pesquisas são feitas em grandes universidades em busca de curas para doenças, de problemas genéticos, anomalias, e também, para poder tentar oferecer uma qualidade de vida melhor, um bem estar as pessoas.É importante em várias áreas, principalmente em uma, que nós conhecemos e usufruímos no dia-a-dia: a agricultura. Sempre compramos frutas, legumes e diversos tipos de alimentos, mas não sabemos realmente, o que houve com o alimento antes de ir para nossas casas. Existem diversas coisas como a criação de alimentos transgênicos, variadas formas criadas com o intuito de amenizar o impacto ambiental que vêm sendo um grave problema no mundo, e a eliminação dos agrotóxicos, que são prejudiciais à nossa saúde.
Cromossomo X Gene X DNAA molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA) carrega todas as informações e características genéticas dos seres vivos. Os cromossomos são constituídos por uma longa fita de DNA que se enovelam com uma proteína, denominada histona. Os cromossomos estão organizados aos pares no interior do núcleo das células diploides (2n) e cada par é denominado cromossomo homólogo. O conjunto de cromossomos de uma célula forma o cariótipo, onde em seres humanos, 22 pares correspondem aos cromossomos autossomos e 1 par aos cromossomos sexuais.
Os fragmentos de DNA em um cromossomo são denominados genes, responsáveis pela síntese de uma proteína específica que condiciona um caráter, como por exemplo, a cor dos olhos. Em um cromossomo homólogo, os pares de genes localizados no mesmo local, ou melhor, locus gênico, que determina o mesmo caráter, são denominados genes alelos. Genoma é o conjunto de todos os genes em um organismo.
GENE
Genótipo X FenótipoO genótipo corresponde ao conjunto total de genes de um indivíduo. Entretanto, o fenótipo são as características determinadas pelo genótipo manifestadas pelo indivíduo, como por exemplo, o tipo sanguíneo. O fenótipo pode ser alterado pelo meio, ou seja, os fatores ambientais, como, por exemplo, a mudança na coloração dos pelos em coelhos himalaios em função da temperatura do ambiente. À baixa temperatura (5ºC), os coelhos apresentam coloração preto e branco, enquanto que, ao elevar a temperatura para 20ºC, os coelhos ficam com coloração apenas branca.
Homozigose X HeterozigoseOs genes alelos quando se apresentam iguais num certo locus são denominados homozigotos, sendo considerados puros para um caráter e são representados por duas letras iguais, por exemplo, AA ou aa. Entretanto, quando os genes alelos são diferentes, estes são denominados heterozigotos, sendo considerados híbridos para um caráter e são representados por duas letras diferentes, por exemplo Aa.
Gene dominante X Gene recessivoO gene dominante é aquele que determina o mesmo fenótipo, tanto em homozigose (AA) como em heterozigose (Aa). O gene recessivo só se expressa com os alelos em homozigose (aa). Logo, os alelos podem ser representados:
AA – homozigoto dominantes
aa – homozigoto recessivo
Aa - heterozigoto
aa – homozigoto recessivo
Aa - heterozigoto
Outros conceitos importantes da genética
Genoma - Conjunto de todos os genes presentes no organismo.
Genótipo - Conjunto total de genes de um determinado indivíduo.
Fenótipo - Características que dependem do genótipo de cada indivíduo.
Cariótipo - Conjunto de cromossomos presente em cada célula.
Hereditariedade - Informações genéticas transmitidas de pais para filhos.
Dominância – Quando um alelo dominante produz um fenótipo em condição homozigótica ou heterozigótica.
Entender os conceitos que envolvem os processos da genética ajuda os pesquisadores a encontrarem curas para diversas doenças. Além disso, essa ciência é importante para quem deseja realizar fertilizações assistidas ou para tornar as gestações mais seguras.
A genética mendeliana, herança mendeliana ou mendelismo é um conjunto de princípios relacionados à transmissão hereditária das características de um organismo a seus filhos. Forma a base principal da genética clássica. Originou-se dos trabalhos de Gregor Mendel publicados em 1865 e 1866, os quais foram considerados controversos inicialmente, e redescobertos em 1900. Somente quando incorporada à teoria do cromossomo de Thomas Hunt Morgan em 1915, a genética mendeliana se tornou a essência da genética clássica.
Baseado em trabalhos já existentes acerca de hibridização de plantas ornamentais, mas que não haviam sido bem-sucedidos, tais como o trabalho de Kölreuter, Gartner, e outros, Mendel decidiu estudar o mesmo problema. O primeiro cuidado que teve foi selecionar devidamente o material de estudo; para isso, estabeleceu alguns critérios e procurou material que se lhes adequassem. Tais critérios consistiam principalmente em encontrar plantas de caracteres nitidamente distintos e facilmente diferenciáveis; que essas plantas cruzassem bem entre si, e que os híbridos delas resultantes fossem igualmente férteis e se reproduzissem bem; e, por fim, que fosse fácil protegê-las contra polinização estranha. Baseado nesses critérios, depois de várias análises, Mendel escolheu algumas variedades e espécies de ervilhas (Pisum sativum), conseguindo um total de sete pares de caracteres distintos.
Vamos chamar de linhagem os descendentes de um ancestral comum. Mendel observou que as diferentes linhagens, para os diferentes caracteres escolhidos, eram sempre puras, isto é, não apresentavam variações ao longo das gerações. Por exemplo, a linhagem que apresentava sementes da cor amarela produziam descendentes que apresentavam exclusivamente a semente amarela. O mesmo caso ocorre com as ervilhas com sementes verdes. Essas duas linhagens eram, assim, linhagens puras. Mendel resolveu então estudar esse caso em especifico.[1]
A flor de ervilha é uma flor típica da família das Leguminosae. Apresenta cinco pétalas, duas das quais estão opostas formando a carena, em cujo interior ficam os órgãos reprodutores masculinos e femininos. Por isso, nessa família, a norma é haver autofecundação; ou seja, o grão de pólen da antera de uma flor cair no pistilo da própria flor, não ocorrendo fecundação cruzada. Logo para cruzar uma linhagem com outra era necessário evitar a autofecundação. Mendel escolheu alguns pés de ervilha de semente amarela e outros de semente verde, emasculou as flores ainda jovens, ainda não-maduras. Para isso, retirou das flores as anteras imaturas, tornando-as, desse modo, completamente femininas. Depois de algum tempo, quando as flores amadureceram, polinizou as flores de ervilha amarela com o pólen das flores de ervilha verde, e vice-versa. Essas plantas constituem portanto as linhagens parentais. Os descendentes desses cruzamentos constituem a primeira geração em estudo designada por geração F¹, assim como as seguintes são designadas por F², F³, etc.
ATIVIDADE
LER O TEXTO ACIMA, FAZER O RESUMO DO ASSUNTO COM 10 QUESTÕES DISSERTATIVAS.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
05/06/2016 DIA DO MEIO AMBIENTE
O povo brasileiro não costuma tratar adequadamente o seu ambiente natural. O resultado disso é que o caos, costumeiramente, prevalece. Essas assertivas são divulgadas constantemente na mídia de um modo geral e, por se tornarem rotineiras, têm assustado todo o país. Dentre uma infinidade de acontecimentos lamentáveis na área ambiental, podemos citar alguns como merecedores de destaque.
As recentes enchentes ocorridas na cidade de São Paulo, por exemplo, decorrentes em sua maior parte da obstrução das galerias pluviais pelo lixo jogado nas ruas pela população, têm resultado em recorrentes transtornos naquele município, transformando a nossa maior metrópole em um gigantesco lago. Querer livrar-se do lixo de forma inadequada jogando-o simplesmente na rua é conseqüência direta da falta de preparo da população nas questões referentes à preservação de seu ambiente natural, razão pela qual a sociedade paulistana não consegue encontrar outra saída, senão aquela de ficar sempre se lamentando. O problema do lixo nas vias públicas, bem como de outras ações predatórias ao ambiente, tem dado ao brasileiro a triste fama de ser um dos povos que mais menosprezam o seu patrimônio natural.
O caso dos desmatamentos ocorridos no bioma da caatinga, no oeste pernambucano (bacia do Brígida, afluente do rio São Francisco), com o propósito de calcinar a gipsita para transformação daquele mineral em gesso, é outro acontecimento que tem tirado o sono dos ambientalistas. Realizados sem os cuidados devidos e, principalmente, desconsiderando a legislação ambiental vigente, essas ações vieram por exterminar, de vez, a frágil vegetação daquela região do sertão pernambucano, colocando os municípios de Araripina, Trindade, Ipubi, Ouricurí e Bodocó como fortes candidatos à formação de novos núcleos de desertificação, fenômeno que já ocorre no município de Cabrobó, no mesmo estado.
O lançamento de esgotos nos rios sem o tratamento devido é outra questão séria e que também reflete o despreparo da população, assunto este que, infelizmente, não se restringe apenas à população residente nas bacias hidrográficas dos rios, mas também à classe política do país.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
OSTEOGÊNESE IMPERFEITA
BIOLOGIA - GENÉTICA
Osteogênese imperfeita (doença de Lobstein ou doença
de Ekman-Lostein), também conhecida pelas expressões “ossos de vidro” ou “ossos
de cristal”, é uma condição rara do tecido conjuntivo, de caráter genético e
hereditário, que afeta aproximadamente uma em cada 20 mil pessoas.
A
principal característica é a fragilidade dos ossos que quebram com enorme
facilidade. A osteogênese imperfeita (OI) pode ser congênita e afetar o feto
que sofre fraturas ainda no útero materno e apresenta deformidades graves ao
nascer. Ou, então, as fraturas patológicas e recorrentes, muitas vezes
espontâneas, ocorrem depois do nascimento, o que é característico da
osteogênese imperfeita tardia.
Classificação
As
manifestações clínicas da OI variam muito de grau e intensidade de acordo com o
tipo da desordem instalada.
Tipo I
– forma leve e não deformante que se manifesta mais tarde aos 20, 30 anos, com
perda leve da resistência óssea;
Tipo II
– é a forma mais grave de todas; em geral, os portadores morrem ainda dentro do
útero ou logo depois do nascimento;
Tipo
III – surgem deformidades graves como consequência das fraturas espontâneas e
do encurvamento dos ossos; dificilmente, o paciente consegue andar;
Tipo IV
– deformidades moderadas na coluna, curvatura nos ossos longos, especialmente
nos das pernas, baixa estatura.
Causas
A causa
da doença é uma deficiência na produção de colágeno do tipo 1, o principal
constituinte dos ossos, ou de proteínas que participam do seu processamento. O
resultado é o surgimento de quadros de osteoporose bastante graves.
A falta
de colágeno afeta não só os ossos, mas também a pele e os vasos sanguíneos.
Análises
de DNA mostram que alguns pacientes não apresentam mutações nos genes responsáveis
pela produção de colágeno, embora sejam portadores da doença.
Sintomas
Portadores
de osteogênese imperfeita podem apresentar diferentes graus de fragilidade
óssea que vão desde os mais leves até os muito graves. Além das fraturas sem
causa aparente e dos ossos curvados, dois outros sintomas são típicos da
doença: branco dos olhos (esclera) azulados e rosto em forma de triângulo. Além
desses, os pacientes podem apresentar os seguintes sinais da enfermidade:
dentes escuros e frágeis (dentinogênese imperfeita), perda progressiva da
audição, baixa estatura, dificuldade de locomoção e deformidades na coluna e na
caixa torácica que podem acarretar complicações pulmonares e cardíacas.
Diagnóstico
O
diagnóstico da osteogênese imperfeita considera o exame clínico, a recorrência
das fraturas e o resultado dos seguintes exames: raios X, ultrassonografia e
densitometria do esqueleto. Podem ser necessários, ainda, exames
complementares, como os marcadores do metabolismo ósseo e do colágeno e a
análise do DNA. Muitas vezes, o diagnóstico demora a ser feito, porque a doença
não é muito conhecida mesmo entre os médicos.
Tratamento
Ainda
não existe a cura para a osteogênese imperfeita. O tratamento visa à melhor
qualidade de vida e envolve equipe multidisciplinar, uma vez que o portador do
distúrbio requer atendimento clínico, cirúrgico e de reabilitação
fisioterápica.
O
pamidronato dissódico e o ácido zoledrônico (biofosfanatos) são medicamentos
que têm mostrado bons resultados para inibir a reabsorção óssea, reduzir o
número de fraturas e aliviar a dor.
Outro
recurso terapêutico é a cirurgia para colocação de uma haste metálica que
acompanha o crescimento dos ossos e deve ser implantada por volta dos seis
anos.
O SUS
assume os custos do tratamento com pamidronato, que são muito altos, mas não
cobre a colocação de próteses.
Recomendações
* Procure informar-se sobre o trabalho da ABOI – Associação
Brasileira de Osteogênese Imperfeita –, entidade sem fins lucrativos que se propõe
não só ajudar os portadores da doença e suas famílias, mas também incentivar a
realização de pesquisas que possam trazer benefícios para a qualidade de vida e
minimizar os sintomas da doença. Uma de suas conquistas foi conseguir a
instalação de Centros de Referência em dez hospitais do país.
Observação:
O Dia Internacional da Osteogênese Imperfeita é comemorado em 6
de maio. O objetivo é divulgar a doença, suas características e as
possibilidades de tratamento. Nesse dia, as pessoas são incentivadas a
vestir-se de amarelo.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
FILME CORPO FECHADO
2°I - GENÉTICA
Osteogênese imperfeita - doença dos ossos de vidro.
Problema genético hereditário.
http://www.mundodastribos.com/doenca-dos-ossos-de-vidro.html
Osteogênese imperfeita - doença dos ossos de vidro.
Problema genético hereditário.
http://www.mundodastribos.com/doenca-dos-ossos-de-vidro.html
sexta-feira, 20 de maio de 2016
AQUECIMENTO GLOBAL
O aquecimento global designa o aumento das temperaturas
médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que, em tese, é causado pelas
práticas humanas – embora existam discordâncias quanto a isso no campo
científico. A principal causa desse problema climático que afeta todo o planeta
é a intensificação do efeito estufa, fenômeno natural
responsável pela manutenção do calor na Terra e que vem apresentando uma maior
intensidade em razão da poluição do ar resultante das práticas humanas.
Sob
o ponto de vista oficial, o principal órgão responsável pela sistematização e
divulgação de estudos relacionados com o aquecimento global é o Painel Intergovernamental sobre
Mudanças Climáticas (IPCC). Para o IPCC, o problema em questão
não deve sequer ser motivo de discussão em termos de sua existência ou não,
pois, segundo ele, é mais do que comprovada a série de mudanças climáticas
ocorridas nos últimos tempos e a participação do ser humano nesse processo.
Dados
levantados por cientistas vinculados ao IPCC afirmam que o século XX, em razão
dos desdobramentos ambientais das Revoluções Industriais, foi o período mais quente da
história desde o término da última glaciação, com um aumento médio de 0,7ºC nas
temperaturas de todo o planeta. Ainda segundo o órgão, as previsões para o
século XXI não são nada animadoras, pois haverá a elevação de mais 1ºC, em caso
de preservação da atmosfera, ou de 1,8 a 4ºC, em um cenário mais pessimista que
apresente maior poluição
Quais são as causas do Aquecimento Global?
As principais causas do Aquecimento Global estão relacionadas,
para a maioria dos cientistas, com as práticas humanas realizadas de maneira
não sustentável, ou seja, sem garantir a existência dos recursos e do meio
ambiente para as gerações futuras. Assim, formas de degradação ao meio natural
como a poluição, as queimadas e o desmatamento estariam na lista dos principais
elementos causadores desse problema climático.
O desmatamento das áreas
naturais contribui para o aquecimento global no sentido de promover um
desequilíbrio climático decorrente da remoção da vegetação que tem como função
o controle das temperaturas e dos regimes de chuva. A floresta amazônica, por
exemplo, é uma grande fornecedora de umidade para a atmosfera, provendo um
maior controle das temperaturas e uma certa frequência de chuvas para boa parte
do continente sul-americano, conforme estudos relacionados com os chamados rios
voadores. Se considerarmos essa dinâmica em termos mundiais,
pode-se concluir que a remoção das florestas contribui para o aumento das
médias térmicas e para a redução dos índices de pluviosidade em vários lugares.
Outra
causa para as mudanças climáticas é a emissão dos chamados gases-estufa. Os principais elementos
são: o dióxido de carbono (CO2),
gerado em maior parte pela queima de combustíveis fósseis; o gás metano (CH4),
gerado na pecuária, na queima de combustíveis e da biomassa e também em aterros
sanitários; o óxido
nitroso (N2O), produzido pelas fábricas; além de gases com flúor, tais
como os fluorhidrocarbonos e os perfluorocarbonos.
Além disso, a poluição das águas também é um fator relacionado com
o aquecimento global. No caso dos oceanos, existem seres vivos responsáveis
pela absorção de gás carbônico e emissão de oxigênio: os fitoplânctons e as
algas marinhas. Portanto, a destruição de seus habitat também pode interferir
diretamente na dinâmica atmosférica global.
As consequências do aquecimento global
Os efeitos do aquecimento global são diversos e podem estar
relacionados com a atmosfera, hidrosfera e também com a biosfera.
Podemos
citar como consequência do aquecimento global, primeiramente, o fenômeno do degelo que vem ocorrendo nas calotas polares.
Com isso, a área de várias espécies animais, sobretudo no Ártico, está ficando
cada vez mais diminuta, o que acarreta problemas ambientais de ordem ecológica.
Além disso, para muitos estudiosos, isso vem causando a elevação do nível dos oceanos,
embora esse fenômeno esteja mais associado ao degelo que ocorre na Antártida e
também na Groenlândia.
Outro efeito ainda mais
latente é o aumento
das temperaturas, conforme já mencionado. Assim, muitas
espécies podem entrar em extinção, além de a disponibilidade de água em várias
partes do globo tornar-se cada vez menor em razão da maior ocorrência de secas
em períodos mais prolongados. Esse tipo de situação prejudica a oferta de
recursos naturais para os seres vivos e a manutenção da cadeia alimentar. Com o
aquecimento global, fenômenos cíclicos e anomalias climáticas vêm se tornando
cada vez mais frequentes, tais como o El
Niño, que, entre outras consequências, proporciona secas severas em muitas
regiões do globo.
De toda forma, ainda não existe um consenso específico sobre a
totalidade dos fenômenos causados pelo aquecimento global, que pode incluir
ainda a maior incidência de tufões e furacões ou a presença destes em áreas
onde não são comuns. Além disso, os desequilíbrios climáticos também estariam
provocando uma maior incidência de tempestades em certas áreas, que passam a
sofrer sobremaneira com esse tipo de problema.
Contestações ao aquecimento global
Como já salientamos no início do texto, não é consenso na
comunidade científica a ocorrência do aquecimento global e, nem mesmo, as suas
causas. Para muitos, o Aquecimento Global, que seria uma “farsa”, não se baseia
em fatos verdadeiramente científicos, causando certo alarmismo que não se
justifica. Em algumas posições, a existência do problema é até admitida, mas
não tomada como um efeito das razões antrópicas. Em outras perspectivas, não
estaria acontecendo um aquecimento da Terra, mas sim um resfriamento rumo a uma
glaciação.
Os
chamados “céticos
de clima” consideram que o gás carbônico não gera efeitos
conclusivos sobre o clima, principalmente no sentido de intensificar o efeito
estufa. Além disso, mesmo que esses efeitos climáticos ocorressem pelos
gases-estufa, eles seriam mínimos, pois os principais reguladores do clima em
ordem global são os raios solares e os oceanos.
As linhas de argumentação também se baseiam em contestações de
alguns dos elementos acima explicados, como a suposta elevação dos oceanos –
que teria se elevado menos do que se pensa e seria causada por outros fatores,
tais como a órbita terrestre e lunar – e também os dados fornecidos pelo IPCC,
que, segundo alguns autores, teriam um rigor científico questionável.
De toda forma, independentemente da existência ou não do
aquecimento global, é possível concluir que se deve preservar o meio ambiente
ao máximo, principalmente com a redução da poluição e do desmatamento, bem como
com a preservação dos recursos hídricos. Afinal, o clima não é o único afetado
pelas práticas predatórias geradas pelas atividades antrópicas, que podem
acarretar problemas de saúde, falta de água e recursos, entre outras
ocorrências.
terça-feira, 3 de maio de 2016
GENÉTICA
Genes: estruturas responsáveis pelas características hereditárias ( cor
de olhos, cabelos, estatura)
Herança genética
Fecundação - união entre os gametas espermatozoide e
óvulo.
É um fato muito notável que os
processos de divisão celular sejam,
com pequenas variações, semelhantes em todos os organismos,
animais e plantas, tanto simples como complexos. No entanto, mais notável é a semelhança
fundamental da reprodução sexual nos diversos organismos em que se
apresenta.
O fato essencial e crucial
da reprodução sexual, independentemente de seus diversos aspectos, é
a fecundação, ou seja, a fusão dos núcleos dos gametas
masculinos e femininos. Isto foi descrito por O. Hertwig (1865) e Fol
(1877), trabalhando com animais marinhos e Strasburger (1877, 1844) enquanto
estudava plantas superiores e algas mais simples. Os núcleos
haploides dos gametas se fundem para formar um núcleo zigótico único.
DEFINIÇÃO DO
SEXO
Dentre as múltiplas diferenças
entre o homem e a mulher, a mais difícil de perceber, por ser
microscópica, é a mais importante, pois dela decorrem todas as outras.
Cada cromossomo é formado
por centenas ou milhares de genes. Ainda assim, cabem dentro do núcleo de
cada uma de nossas células, 46 cromossomos (23
pares). Fazendo preparações especiais, podemos ver
nitidamente ao microscópio os cromossomos de uma célula que esteja em metáfase
da mitose. Os cromossomos se apresentam espalhados, ao acaso, como aparecem na
foto:
CONCEITOS BÁSICOS DA GENÉTICA
Herança Biológica (hereditariedade) → Transmissão das informações genéticas de pais para filhos durante a reprodução.
Genes → Seguimento da molécula de DNA que contém uma instrução gênica codificada para a síntese de uma proteína.
Genótipo → Constituição genética de um indivíduo que em interação com o meio ambiente determina suas características.
Cariótipo → Conjunto de cromossomos de cada célula de um organismo.
Fenótipo → Características ou conjunto de características físicas, fisiológicas ou comportamentais de um ser vivo.
Cromossomo → Cada um dos longos filamentos presentes no núcleo das células eucarióticas, constituídos basicamente por DNA e proteínas.
Cromossomos Homólogos → Cada membro de um par de cromossomos geneticamente equivalentes, presentes em uma célula diploide, apresentando a mesma sequência de lócus gênico.
Lócus Gênico → Posição ocupada por um gene no cromossomo.
Homozigótico → Indivíduo em que os dois genes alelos são idênticos.
Heterozigóticos → Indivíduos em que os dois alelos de um gene são diferentes entre si.
Dominância → Propriedade de um alelo (dominante) de produzir o mesmo fenótipo tanto em condição homozigótica quanto heterozigótica.
Segregação dos Alelos → Separação dos alelos de cada gene que ocorre com a separação dos cromossomos homólogos durante a meiose.
Codominância → Propriedade do alelo de um gene expressar-se sem encobrir ou mesmo mesclar sua expressão com a de seu outro alelo, em indivíduos heterozigóticos.
Interação Gênica → Ação combinada de dois ou mais genes na produção de uma mesma característica.
Herança Quantitativa (Poligênica) → Tipo de herança biológica em que uma característica é codificada por dois ou mais genes, cujos alelos exercem efeitos cumulativos sobre a intensidade da característica (peso, altura, pigmentação da pele).
Cariótipo → Conjunto
de cromossomos de cada célula de um organismo.
Herança Biológica (hereditariedade) → Transmissão das informações genéticas de pais para filhos durante a reprodução.
Genes → Seguimento da molécula de DNA que contém uma instrução gênica codificada para a síntese de uma proteína.
Genótipo → Constituição genética de um indivíduo que em interação com o meio ambiente determina suas características.
Fenótipo → Características ou conjunto de características físicas, fisiológicas ou comportamentais de um ser vivo.
Cromossomo → Cada um dos longos filamentos presentes no núcleo das células eucarióticas, constituídos basicamente por DNA e proteínas.
Cromossomos Homólogos → Cada membro de um par de cromossomos geneticamente equivalentes, presentes em uma célula diploide, apresentando a mesma sequência de lócus gênico.
Lócus Gênico → Posição ocupada por um gene no cromossomo.
Homozigótico → Indivíduo em que os dois genes alelos são idênticos.
Heterozigóticos → Indivíduos em que os dois alelos de um gene são diferentes entre si.
Dominância → Propriedade de um alelo (dominante) de produzir o mesmo fenótipo tanto em condição homozigótica quanto heterozigótica.
Segregação dos Alelos → Separação dos alelos de cada gene que ocorre com a separação dos cromossomos homólogos durante a meiose.
Codominância → Propriedade do alelo de um gene expressar-se sem encobrir ou mesmo mesclar sua expressão com a de seu outro alelo, em indivíduos heterozigóticos.
Interação Gênica → Ação combinada de dois ou mais genes na produção de uma mesma característica.
Herança Quantitativa (Poligênica) → Tipo de herança biológica em que uma característica é codificada por dois ou mais genes, cujos alelos exercem efeitos cumulativos sobre a intensidade da característica (peso, altura, pigmentação da pele).
Herança Biológica (hereditariedade) → Transmissão das informações genéticas de pais para filhos durante a reprodução.
Genes → Seguimento da molécula de DNA que contém uma instrução gênica codificada para a síntese de uma proteína.
Genótipo → Constituição genética de um indivíduo que em interação com o meio ambiente determina suas características.
Fenótipo → Características ou conjunto de características físicas, fisiológicas ou comportamentais de um ser vivo.
Cromossomo → Cada um dos longos filamentos presentes no núcleo das células eucarióticas, constituídos basicamente por DNA e proteínas.
Cromossomos Homólogos → Cada membro de um par de cromossomos geneticamente equivalentes, presentes em uma célula diploide, apresentando a mesma sequência de lócus gênico.
Lócus Gênico → Posição ocupada por um gene no cromossomo.
Homozigótico → Indivíduo em que os dois genes alelos são idênticos.
Heterozigóticos → Indivíduos em que os dois alelos de um gene são diferentes entre si.
Dominância → Propriedade de um alelo (dominante) de produzir o mesmo fenótipo tanto em condição homozigótica quanto heterozigótica.
Segregação dos Alelos → Separação dos alelos de cada gene que ocorre com a separação dos cromossomos homólogos durante a meiose.
Codominância → Propriedade do alelo de um gene expressar-se sem encobrir ou mesmo mesclar sua expressão com a de seu outro alelo, em indivíduos heterozigóticos.
Interação Gênica → Ação combinada de dois ou mais genes na produção de uma mesma característica.
Herança Quantitativa (Poligênica) → Tipo de herança biológica em que uma característica é codificada por dois ou mais genes, cujos alelos exercem efeitos cumulativos sobre a intensidade da característica (peso, altura, pigmentação da pele).
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